Constelações Familiares

30-01-2019

O que é uma Constelação Familiar? 

Hellinger, o criador das Constelações Familiares

Bert Hellinger, nascido em 1925, estudou Filosofia, Teologia e Pedagogia. Trabalhou 16 anos como membro de uma ordem de missionários católicos com os Zulus em África. Depois tornou-se psicanalista e desenvolveu a sua própria abordagem de Constelação Familiar a partir das experiências com dinâmicas de grupos, terapia primal, análise transacional e vários processos de hipnose terapêutica.

​O seu trabalho é reconhecido no mundo inteiro em vários setores, na psicoterapia, no trabalho de consultoria de organizações e empresas, na educação e na orientação de vida, da alma e no sentido da vida.​


​O que aparece numa Constelação Familiar?

De acordo com a compreensão e o conhecimento atual, a Constelação Familiar, como se revela agora, está muitos anos à frente do tempo. A Constelação Familiar é um movimento externo de um acontecimento cósmico.

À pergunta: 

Pode aprender-se a Constelação Familiar? 

Bert Hellinger responde: "Não. Porém o que podemos aprender é a desaprender a nossa imagem de "certo" e "errado"; a imagem de um processo determinado para nos livrar-mos de um problema, e abdicar de uma interpretação. Isso significa que há uma única intenção: queremos constelar uma família. Isto acontece em sintonia com o cliente.

​O procedimento numa constelação continua livre de qualquer intenção, de qualquer desejo e do medo. Da mesma forma livre do desejo de poder entregar um resultado. Respostas racionais são sempre suposições. Se estas condições são garantidas pelo constelador, abre-se,então, um outro campo, que torna qualquer intervenção desnecessária.

​À pergunta : 

Como podem o constelador e o cliente entrar em sintonia com o campo sábio? Como podem deixar-se guiar para dentro dele, reconhecendo a boa solução para então aplicá-la como insight na vida? Bert Hellinger diz: Podemos aprender a transformar o nosso ser, o nosso caráter, para resistir à tentação do "fazer". Olhamos de forma centrada para o fenómeno. Assim tornamo-nos o observador. E ao observar, o movimento cósmico revela-se, que pode ser visto, vivido e compreendido por cada um. De qualquer forma ele precisa permanecer no espaço sem interpretação.

​Aprender a Constelação Familiar segundo Hellinger significa aprender uma abordagem completamente nova em relação ao desconhecido. A Constelação Familiar, segundo Hellinger, não é nem um ofício nem um método. Ela é um caminho, uma passagem para um outro plano, um outro nível de consciência. Ali todas as perguntas encontram o seu caminho e a sua resposta.​

O resultado de uma constelação indica um novo caminho e leva adiante, para muito além do pensamento e dos desejos. No entanto o constelador precisa ser capaz de suportar, e deixar o cliente suportar, o resultado de uma constelação.

Aqui falamos sempre de uma Constelação Familiar segundo Hellinger. No início das constelações, Bert Hellinger pensava que a Constelação Familiar pertencia somente aos médicos e terapeutas. Entretanto ele revogou tal ideia. Reconheceu que os procedimentos e a abordagem necessários devem ser a partir de uma postura profundamente humilde, que esteja aberta e pronta para tudo que se observa.

​Um postura que não é orientada por um objetivo de forma curiosa ou "fazedora". É uma absoluta confiança e entrega, sem saber por si mesmo aonde ou como o próximo passo leva adiante. Assim o constelador e o cliente podem estar presentes com absoluta atenção diante de um movimento de forma maravilhada.

​A Constelação Familiar pertence às mãos responsáveis. O constelador deve estar diante das pessoas e da vida de forma consciente, atenciosa, cuidadosa, respeitosa e aberta. Esta é a tarefa de aprendizagem. A teoria pode ser encontrada em mais de 100 livros de Bert Hellinger.

A prática é a descoberta de caso a caso de forma nova. Da mesma forma como não há duas pessoas iguais, não há duas constelações iguais. Seja relacionada a uma empresa ou a um relacionamento, à vida profissional ou privada, a doenças, à escolha vocacional ou a qualquer outra questão. Aqui estamos diante de uma transição para um ou mais campos sábios, movedores e poderosos. Eles podem ser descritos também como vários planos entrelaçados do "SER" todo-abrangente."

Fonte: Página Oficial de Bert Hellinger

​​Constelação Familiar - Áreas de aplicação segundo Bert Hellinger

​• Relacionamentos problemáticos.

• Que deseja ter um relacionamento.

• que querem libertar-se dos emaranhamentos familiares.

• que estão diante de grande decisões.

• que querem superar conflitos internos e externos.

• que buscam o êxito profissional.

​• conflitos e golpes do destino em relacionamentos e na família.

• quando pais que se separam querem encontrar o lugar certo para os seus filhos.

• quando pessoas têm a experiência como estranhos em grupos e na família.

• quando pessoas não "podem" permitir-se serem felizes e bem-sucedidos.

• quando acontecimentos históricos colocaram um peso sobre a família.

• no caso de bullying, doenças frequentes, perda de motivação.

​Constelação Familiar- Quem pertence à nossa família, segundo Hellinger

​Segundo Bert Hellinger, o criador das Constelações Familiares, somos regidos por leis que atuam sobre todos nós. Uma das leis diz respeito à pertença e, segundo ele, para que uma família possa viver em equilíbrio, todos devem ter o seu lugar garantido dentro dela, todos têm o mesmo direito de fazer parte do clã.

​1. Todos os filhos, também os abortados, doados ou esquecidos. Aqui contam tanto os meio-irmãos como os irmãos inteiros.

2. Os pais e os seus irmãos de sangue, também os abortados, doados e esquecidos.

3. Parceiros antigos dos pais. Manifestam-se através dos filhos da próxima relação, se não forem vistos como pertencentes à família e reconhecidos como tal.

4. Os avós. Porém sem os irmãos, havendo algumas exceções neste aspecto. Aqui contam também os antigos parceiros dos avós.

5. Também pertencem à família todos os que, através da sua morte ou da sua perda, trouxeram alguma vantagem aos membros da família. Eles assim contribuíram para a sobrevivência da família atual e para a dos seus descendentes.

6. Quando membros da família são culpados pela morte de alguém, as suas vítimas pertencem à família e precisam ser reconhecidas como tal.

7. Se, na família, há vítimas de assassinos que não pertencem à família, também acabam por pertencer.

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